O Brasil ditou o ritmo da partida, mas perdeu boas chances de abrir o
placar no início, em um chute e uma cabeçada na trave de Bruno Xavier,
um chute cruzado de Datinha e uma bomba de Lucão. Os argentinos
reforçaram a marcação e levavam perigo em contra-ataques e jogadas de
bola parada. No último minuto do primeiro período, a equipe canarinho
aumentou a pressão e os rivais diminuíram os espaços. Os brasileiros
falharam nas finalizações, em um dia inspirado do goleiro Cortez.
O time comandado por Júnior Negão precisou de apenas 14 segundos para
balançar a rede no segundo período. O artilheiro Bokinha fez linda
jogada individual, deu um giro e bateu forte - a bola espirrou no
"montinho-artilheiro" e traiu Cortez. No contra-ataque, o jovem arriscou
outro chute e a bola arrancou tinta do travessão. No rebote, Sousa, do
Flamengo, ampliou, de canhota: 2 a 0. Franceschini respondeu com um
chute forte, mas Mão afastou o perigo com a ponta dos dedos. Aos quatro,
o goleiro brasileiro anotou o terceiro e abraçou Bruno Xavier, eleito o
melhor jogador do mundo.
A seleção brasileira seguiu
pressionado e, depois de passe na medida de Mauricinho, Rafinha marcou
um golaço. Após bela jogada de Filipe, Lucão emendou cruzamento e marcou
de cabeça. Bruno Xavier acertou bola na trave e, na sobra, Bokinha
encheu o pé: 6 a 0. A torcida foi ao delírio e começou a gritar "É
campeão!". No fim, Sidney bateu de chapa com o pé direito, após
tabelinha com Lucão, ampliando: 7 a 0. Outro destaque da nova geração,
Mauricinho também deixou sua marca. Rafinha acertou um tiro de canhão: 9
a 0. No último minuto, Sirico descontou, de pênalti. Após aplicar um
chapéu em Sirico, Datinha bateu de primeira para selar a vitória por 10 a
1 e manter a escrita.


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